| 17 de março de 2015

postado por AACI

A importância das auditorias de Tecnologia da Informação para o Estado do Ceará

Houve um tempo em que as organizações públicas ou privadas podiam continuar seus negócios com pouco ou nenhum apoio da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Atualmente, este cenário é bem diferente, sendo esta área considerada como uma verdadeira parceira estratégica do negócio. De acordo com o Cobit, um reconhecido guia de boas práticas voltadas para a gestão de TIC: “Organizações bem-sucedidas reconhecem os benefícios da tecnologia da informação e a utilizam para direcionar os valores das partes interessadas no negócio”.

Por outro lado, os custos de TIC tornam-se cada vez maiores e difíceis de controlar. Um estudo realizado pelo Standish Group International [1] apontou que 31% dos projetos de Software são cancelados e que, em média, seus custos chegam a 189% do que foi originalmente estimado. Como forma de se melhorarem esses números, existe uma crescente exigência de disciplinas relacionadas à administração para os profissionais de TIC, como por exemplo dos guias PMBoK e ITIL, inclusive para aqueles que ingressam no setor público.

Se nas empresas privadas a Tecnologia da Informação já apresenta esse quadro, o que falar do Estado do Ceará, que é composto atualmente por 35 órgãos na Administração Direta e 30 entidades na Administração Indireta e que administra recursos da ordem de 20 bilhões[2] de reais? Entre outras necessidades, o Estado precisa desenvolver softwares de qualidade, com o mínimo de falhas e em conformidade com leis e regulamentos; que os gastos com TIC sejam controlados e que forneçam o retorno esperado; que a Administração pública não fique excessivamente dependente de poucos indivíduos ou empresas para manter seus sistemas; que as informações sejam protegidas contra acessos não autorizados; e que as informações estratégicas estejam à disposição dos gestores em tempo hábil.
Assim, é preciso que a Administração Estadual verifique sempre a conformidade e a eficiência de seus recursos de TIC através de auditorias regulares. Para tanto, são necessários profissionais especializados na Área que compreendam a complexidade do ambiente tecnológico, muitas vezes visto como uma caixa-preta pelos gestores. Esta é, portanto, uma das funções-chave dos Auditores de TIC que atuam na Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado.
 

Autor: Ernani Lima

 

[1] http://www.smartsec.com.br/pmbok.html

[2] IBGE[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]