| 10 de março de 2014

postado por AACI

Controladorias do Ceará e Pernambuco sofrem com saída de Servidores

Nós, Auditores de Controle Interno, somos responsáveis por controlar um volume expressivo de recursos públicos em convênios e contratos de forma que não haja desvios ou desperdícios desses recursos. No entanto, temos uma das piores remunerações do país e a pior remuneração do nordeste, segundo pesquisa feita pela ASCIPE em 2012 para auditores em inicio de carreira. Veja gráfico abaixo (editado):

Gráfico: Remuneração de carreiras ligadas ao controle interno no Nordeste

No dia 15 de fevereiro de 2014 a Associação dos Servidores de Controle Interno do Estado de Pernambuco publicou, em seu site, matéria intitulada “Alta taxa de rejeição…”. A AACI-CE corrobora as palavras da ASCIPE quando fala que: “O governo do Estado precisa valorizar o servidor de controle interno do Estado, do contrário não haverá continuidade e bom êxito no combate a corrupção, na transparência e no controle social do poder executivo”.

Assim como acontece na CGE-PE, na CGE-CE a taxa de evasão dos servidores é assustadora. Em 2004, a primeira turma que era composta por 37 Auditores entrou na CGE, e logo no ano seguinte saíram 6 servidores. Em 2006, a situação se agravou consideravelmente, 10 servidores se desligaram da CGE. Nos anos seguintes, sem exceção, servidores foram saindo continuamente a ponto de ser necessário fazer um novo concurso em 2013 para tentar repor as vagas liberadas nos anos anteriores. Em 20 de janeiro de 2014 a turma de 18 novos auditores assumiu as vagas remanescentes e passado apenas um mês e meio depois 2 servidores já pediram exoneração. Também já é sabido que boa parte do cadastro de reserva ou já passou em outro concurso ou não tem mais interesse em vir para a CGE. A insatisfação com a remuneração inicial de R$ 4201,45 (com GDAA), e que não se alterará durante três anos, é generalizada, por razões óbvias, levando a uma situação perigosa em curto prazo para o bom desempenho dos trabalhos realizados pela CGE.

Perdemos excelentes profissionais nos últimos anos por falta de maiores perspectivas financeiras, e muito provavelmente os novos colegas, embora entendam o peso e a importância do oficio de Auditor, serão obrigados a saírem em busca de melhores oportunidades. Dessa forma, projetos são descontinuados e, consequentemente, a CGE perde, o Estado perde e a Sociedade perde. Mais uma vez, a AACI-CE apóia a luta da ASCIPE por melhorias na carreira, bem como, pelo reconhecimento da importância dos trabalhos realizados por seus auditores internos.

 

Autor: Marcos Nagaki

Fonte:

http://www.ascipe.com/2014/02/alta-taxa-de-rejeicao.html

http://www.ascipe.com/2012/01/pernambuco-valoriza-o-servidor-de.html