| 13 de maio de 2014

postado por AACI

Por que valorizar e fortalecer a Carreira da Auditor de Controle Interno?

A Carreira de Auditor de Controle Interno foi criada pela Lei Estadual nº13.297, de 07/03/2003, e estruturada pela Lei Estadual nº13.325, de 14/07/2003, para atuação na então Secretaria da Controladoria (SECON). A carreira foi estruturada com 60 cargos de nível superior, para preenchimento por concurso público de provas e títulos, que inclui curso de formação e avaliação psicológica para verificação da personalidade e aptidão para o desempenho das atividades.

Antes da criação da SECON, órgão central de controle interno do Poder Executivo, as atividades de auditoria e controle interno eram realizadas por servidores da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), lotados na Auditoria Interna e na Secretaria Executiva da Comissão de Programação Financeira e Crédito Público – CPFCP.

Apesar de exercerem as mesmas funções, atribuições e competências até então desempenhadas pela SEFAZ, os Auditores de Controle Interno vinculados à SECON não tiveram a mesma estrutura remuneratória concedida aos servidores fazendários, fato agravado com a reestruturação da carreira em 2011, o que dificultou ainda mais a retenção de profissionais.

Entre 2004 e 2014 foram nomeados 81 auditores. Nesse período, 33 desses servidores pediram exoneração para atuar em órgãos fazendários ou de controle de outras esferas de poder. Por este motivo, os 60 cargos que compõem a carreira nunca foram preenchidos.

Os Auditores de Controle Interno são responsáveis por atividades de orientação, prevenção, fiscalização, auditoria, estudos, análises e avaliações relacionadas à gestão de recursos públicos no âmbito do Poder Executivo do Estado do Ceará.

Assim, valorizar e fortalecer a Carreira de Auditor de Controle Interno da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE/CE) é atender aos anseios da sociedade, uma vez que a atuação desses servidores representa austeridade e zelo na aplicação dos recursos públicos; resguarda a responsabilidade, a integridade e a credibilidade da Administração Pública estadual; e traz segurança aos administradores públicos na tomada de decisão, ao mesmo tempo em que fomenta a transparência, o acesso à informação, o controle social e a ética na gestão pública.

 

Autor: Marcelo Monteiro