Associado desenvolve robô para a reabilitação de crianças com Paralisia Cerebral e publica artigo em periódico internacional


A pesquisa visou estimular a coordenação motora, cognição, memória e nível de atenção de crianças, através de terapia assistida por robô.



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Alex Aguiar Lins, associado da AACI. (Foto: arquivo pessoal)
O associado da Associação dos Auditores de Controle Interno do Estado do Ceará (AACI), Alex Aguiar Lins, produziu artigo científico visando a integração de crianças com paralisia cerebral, com um jogo de um robô, desenvolvido para terapia assistida. O estudo foi publicado em um periódico internacional de relevância, dedicado a examinar o uso de computadores a partir da perspectiva psicológica.  
A investigação se destaca, pois impacta de forma positiva na sociedade, a partir do desenvolvimento de um robô, construído com peças de “Lego”, um brinquedo cujo conceito se baseia em partes que se encaixam. Dito isso, o trabalho visou auxiliar no tratamento de crianças com paralisia cerebral, que se configura como um grupo de distúrbios do movimento e da postura, que causa a limitação de atividades. 
O artigo científico que tem por tema “Robot-assisted therapy for rehabilitation of children with cerebral palsy – A complementary and alternative approach”, em tradução nossa, “Terapia assistida por robô para a reabilitação de crianças com paralisia cerebral – Uma abordagem complementar e alternativa”, foi elaborado em parceria com a doutoranda Juliana M. de Oliveira e com o professor doutor Victor Hugo C. de Albuquerque, do Programa de Pós-graduação em Informática Aplicada da Universidade de Fortaleza (Unifor), além do professor e investigador do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), no Brasil, do Instituto de Telecomunicações, em Portugal, e da ITMO University em São Petersburgo, na Rússia, Joel J.P.C. Rodrigues. 
Robô produzido com peças de Lego. (Foto: Ares Soares/Unifor. Reprodução G1)
Durante a pesquisa foi empregado o uso de um sensor de ondas cerebrais, responsável por medir o nível de atenção durante as atividades realizadas com as crianças portadoras da encefalopatia crônica não progressiva. O estudo teve o objetivo de estimular a coordenação motora, a cognição, a memória e o nível de atenção das crianças, além de complementar as atividades desenvolvidas pelo Programa de Reabilitação Neuropsicomotora do Núcleo de Terapia Ocupacional do NAMI (Núcleo de Atenção Médica Integrada) da Unifor. 
O periódico Computers in Human Behavior, da editora Elsevier, onde o estudo acadêmico foi publicado, aborda o uso de computadores em psicologia, psiquiatria e disciplinas relacionadas, bem como o impacto psicológico do uso do computador em indivíduos, em grupos e na sociedade. Assim, o computador é visto como um meio pelo qual os comportamentos humanos são moldados e expressos. 
O associado, que atualmente é aluno do doutorado em Informática Aplicada da Unifor, informa como o equipamento funciona: “A interação entre a criança e o robô ocorre através de um aplicativo Android de controle remoto, instalado em um smartphone. Para validar o método proposto, cinco crianças participaram de sessões diárias de atividades com o robô, durante um período de dois meses”, destaca. Com a elaboração da pesquisa foi possível concluir que o robô é uma ferramenta complementar eficaz e promissora para auxiliar no tratamento de reabilitação de crianças com desordens no desenvolvimento do controle motor.
Para mais informações, tenha acesso ao artigo clicando aqui!

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