Pesquisa sobre corrupção e sustentabilidade, realizada por associado da AACI, é publicada em prestigiado periódico internacional


O artigo científico com foco na corrupção nas cadeias de suprimentos foi publicado pelo Journal of Cleaner Production e utiliza dados de fatos ocorridos em operações realizadas no Brasil.



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Marcelo Monteiro. (Foto: Arquivo pessoal)
O associado da Associação dos Auditores de Controle Interno do Estado do Ceará (AACI), Marcelo de Sousa Monteiro, participou de investigação empírica com base na literatura sobre a gestão sustentável da cadeia de suprimentos e corrupção, publicada em periódico internacional de relevância, voltado para a pesquisa sobre a prática ambiental e o desenvolvimento sustentável.
O artigo possui por título “Challenges for sustainable supply chain management: When stakeholder collaboration becomes conducive to corruption”, em tradução nossa, “Os desafios para o gerenciamento sustentável da cadeia de suprimentos: quando a colaboração das partes interessadas se torna propícia à corrupção”, e foi elaborado junto aos pesquisadores José Milton de Sousa Filho e Fernando Luiz Emerenciano Viana, professores do Programa de Pós-graduação em Administração de Empresas da Universidade de Fortaleza (Unifor) e Bruno Silvestre, professor da Asper School of Business, na Universidade de Manitoba, em Winnipeg, Canadá. 
O periódico internacional Journal of Cleaner Production, da editora Elsevier, onde o estudo acadêmico foi publicado, serve como uma plataforma para abordar e discutir a produção limpa, teórica e prática, abrangendo questões ambientais e de sustentabilidade em empresas, governos, instituições de ensino, regiões e sociedades. Desse modo, visa ajudar as sociedades a se tornarem mais sustentáveis, através do conceito de “Produção Mais Limpa”.
Marcelo Monteiro, Fernando Viana e Milton Sousa, respectivamente. (Foto: Ares Soares/Unifor. Reprodução G1)
A pesquisa torna-se ainda mais notória por utilizar informações secundárias obtidas a partir de fatos ocorridos no Brasil. “Especificamente, analisamos os casos referentes às operações ‘Carne Fraca’, ‘Carne Fria’ e o ‘Caso JBS’, todos amplamente divulgados pela imprensa nacional no primeiro semestre de 2017”, afirma Marcelo. O pesquisador informa que “foram analisados um conjunto de dados que incluiu um extenso material (relatórios, notícias, gravações de áudio e vídeo) disponibilizado após as investigações realizadas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e submetidas ao Supremo Tribunal Federal e à 14ª Vara da Justiça Federal do Paraná, além de matérias veiculadas pela imprensa”. Reiterou ainda que cada autor contribuiu com sua área de expertise e que o estudo apresenta contribuições para o campo teórico da gestão sustentável da cadeia de suprimentos, assim como para a definição de políticas e para a prática.
O associado, que é aluno do curso de Doutorado em Administração de Empresas da Unifor, revela que a pesquisa surgiu a partir do desenvolvimento de sua tese. “Após eu ter cursado a disciplina de Gestão da Cadeia de Suprimentos e Sustentabilidade, com o Prof. Dr. Fernando Viana, submetemos um artigo sobre corrupção na cadeia de suprimentos ao Euroma 2017, que foi aceito e apresentado em Julho de 2017, em Edimburgo, na Escócia. Lá, o Prof. Dr. Bruno Silvestre, fez contato com o Prof. Fernando e sugeriu a elaboração desse artigo. Além deles, o meu orientador, Dr. José Milton de Sousa Filho também contribuiu para a pesquisa”, explana.
Como resultado, a pesquisa apresenta quatro contribuições para a teoria, para a definição de políticas e para a prática. Resumidamente, pode-se dizer que preenche uma lacuna importante na literatura, avança na literatura sobre gestão sustentável da cadeia de suprimentos, sugere que a corrupção pode estar embutida em certos tipos de relacionamentos da cadeia de suprimentos, além de identificar implicações para a prática da gestão da cadeia de suprimentos e fornecer inspiração para os formuladores de políticas e reguladores.
Para mais informações, visualize o artigo acessando o portal da Editora Elsevier, ou o portal ResearchGate!

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